"Teologia Practica. Teoria y Praxis de la Accion Pastoral " - Casiano Floristan.
O artigo de Casiano
Floristan aborda a história da Teologia Prática, onde a divide em nos seguintes
temas:
- A práxis de Jesus
- A ação pastoral da Igreja
primitiva
- A ação pastoral na história da
Igreja
- História da Igreja pastoral
A práxis de Jesus
A práxis de Jesus está
relatada nos evangelhos, estes não são apenas relatos biográficos, são
testemunhos de fé, da práxis pré-pascal e pascal de Jesus. A fé
expressa-se de acordo com as imagens que temos de Jesus Cristo, que é o centro
de toda a ação pastoral, e que nos remete para um pensamento
cristológico.
O povo cristão confessa
a sua fé através imagens iconográficas e representações conceptuais de acordo
com aspetos culturais, afirmações conciliares, sínteses catequéticas, rituais
litúrgicos e livros de devoção.
A ação pastoral após a
Segunda Guerra Mundial manifesta-se por dois modelos: um mais conservador com
uma cristologia pastoral dedutiva que levou a uma Igreja centrada na sua
problemática interna; o outro modelo é mais progressista com cristologias
pastorais genealógicas, sendo estas cristologias mais sensíveis à dimensão
social e política dos relatos evangélicos.
A práxis de Jesus
assenta em modelos de comportamento descritos nos evangelhos, onde Lhe é
aplicado os seguintes títulos: Cristo, Messias, Senhor, Salvador, Filho de
Deus.
Referir que Jesus é o
profeta do reinado de Deus, que Jesus chamou os discípulos para a tarefa de
antecipar a chegada do reinado de Deus e que Jesus atua em consciência de ser
de Deus a quem chama Pai, é uma reflexão sobre as dimensões da práxis de Jesus.
Os milagres, o perdão e
a comunidade da mesa são ações essenciais na práxis de Jesus que
é delineada por três níveis: económico; político; ético-social.
A ação pastoral da Igreja primitiva
A análise no Novo Testamento é fundamental para se conhecer a ação pastoral
da Igreja primitiva, nomeadamente os Actos e as Cartas
apostólicas.
O surgimento da Igreja
primitiva divide-se em três etapas: Jesus de Nazaré (6 a.C. - 30 d.C.);as
comunidades (anos 30 - 70); redação dos escritos (70 - 100 d.C.). O
Cristianismo primitivo desenrolou-se em dois meios culturais, o mundo
helenístico-romano e o mundo da Palestina judaica.
Os textos do Novo
Testamento permitem compreender os critérios pastorais na Igreja primitiva
relativamente: à missão evangélica que está ao serviço da palavra; à
celebração litúrgica e ao serviço sacramental; à comunidade eclesial
e ao serviço de comunhão; aos cristãos na sociedade com serviço de transformação.
A ação pastoral na
história da Igreja
A ação pastoral da
Igreja no decorrer da sua história, nem sempre tem sido coerente com a totalidade do seu
ministério, isto percebe-se pela análise das diversas imagens e conceções: ação
pastoral da Igreja no império romano (séc. II - III), como povo de Deus, a
Igreja recebe a missão de evangelização; época patrística (séc. IV - VII), o
Cristianismo deixa de ser uma religião proibida e passa a ser religião oficial
do estado; época medieval, ação pastoral da Igreja na cristandade (séc. VIII -
XV), época de grandes implicações estatais para a Igreja; época moderna, ação
pastoral da Igreja na Reforma e Contra Reforma (séc. XVI - XVIII),
onde a Igreja deve ser entendida como instituição e instrumento de salvação;
época da Ilustração e do Liberalismo (séc. XVIII - XIX), vive-se um clima de
confrontação com o protestantismo, com uma pastoral da diferenciação, centrada
em defender e preservar os católicos das heresias; primeira metade do séc. XX,
a ação pastoral da Igreja anterior ao Vaticano II, época das renovações
bíblicas, litúrgica e patrística.
História da Igreja
pastoral
Uma
das características mais marcantes da teologia nos últimos anos é
a sua dimensão pastoral e a sua consideração prática, mas este não foi um
percurso fácil.
No ano de 1215 se
decretou a importância da educação do clero no trabalho pastoral. Atribui-se a
Pedro Canisio (1521-1597) a utilização, pela primeira vez, da denominação de
Teologia Prática, mas apenas em 3 de outubro de 1774, se formou a disciplina Teologia
Pastoral, por um real decreto da imperatriz Maria Teresa de Áustria, que
aceita um plano de reforma dos estudos eclesiásticos.
A teologia pastoral
católica passou por diferentes etapas: a primeira de conceção pragmática, não
teológica; a segunda de conceção bíblica e histórico-salvífica; a terceira de
conceção eclesiológica; a quarta de conceção clérical.
K. Rahner foi
fundamental para um novo impulso da teologia pastoral.Com o Concílio Vaticano II
a Teologia Pastoral é considerada uma disciplina rigorosa e autónoma, que tem
como objeto a Igreja.
O trabalho está muito bem fundamentado e organizado.
ResponderEliminarLuís, excelente síntese para ficarmos com uma visão geral da Teologia Pastoral. Valorizo o facto de manteres a estrutura dos temas que Casiano Floristan utilizou. Bom trabalho!
ResponderEliminarTambém gostei da tua organização. Torna mais fácil a leitura e a análise.
ResponderEliminarConsidero que a tua síntese está muito completa, simples mas completa. Parabéns!
Aguardamos a publicação da tua tabela...bom trabalho!