Modelos de ação pastoral
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Tradicional
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Comunitário
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Evangelizador
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Libertador
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Situação a que corresponde
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A
Igreja atua num mundo sociologicamente cristão;
O
cristianismo era um dos meios para o crescimento e desenvolvimento do homem.
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A Igreja como comunidade;
Recupera a ação missionária e catecumenal.
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Cristianismo sociológico não se manifesta numa autenticidade na fé;
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Dimensão prática da Teologia da Libertação;
Prática pastoral para situações de injustiça pessoal e estrutural. |
Ideias eclesiológicas
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A igreja como sociedade perfeita;
A sua autocompreensão corresponde à
clássica figura piramidal;
Só na Igreja de encontra a salvação.
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Conceção da Igreja como mistério de comunhão que tem a sua origem no mistério de Deus;
Eclesiologia do Povo de Deus que descobriu o carácter profético, sacerdotal e real de todos os membros da Igreja.
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Missão como autentificação de comunhão;
A natureza sacramental da Igreja, que a torna significativa para o mundo e eficaz nele; Novas atitudes da ação pastoral: respeito; diálogo; serviço; participação; pluralismo. |
Conceção sacramental da eclesiologia, onde é Igreja é entendida como sacramento de união entre o homem e Deus;
A eclesiologia das Igrejas locais, onde a Igreja emerge na sua plenitude; Distinção clara entre o Reino e Igreja, a Igreja deve estar ao serviço do Reino; Diálogo com o mundo. |
Planeamento pastoral
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Ação
pastoral proposta é a cura animarum realizada
fundamentalmente através da sacramentalização.
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Edificação da Igreja tendo como base a pequena comunidade para a totalidade da Igreja como comunhão de comunidades.
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A preocupação evangelizadora concentra-se na plenitude das ações eclesiais: serviço evangelizador; comunhão evangelizadora; liturgia evangelizadora.
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Tomada de consciência da situação social, exercer a evangelização e transformá-la para que o anúncio da salvação seja eficaz.
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Ação pastoral
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Ações do culto sacramental;
A relação catequética é entendida desde a
sua relação com os sacramentos;
A pastoral da palavra tem como objetivo
levar aos homens a receção da palavra;
A vida comunitária tende a assegurar a
prática e a receção sacramental;
A caridade entendida frequentemente de um
modo assistencial.
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A comunidade é sinal vivo de salvação no meio da comunidade humana;
Estrutura evangelizadora muito forte;
A liturgia comunitária é geralmente própria;
Participação de todos os membros da vida da comunidade;
A vida comunitária potencia ministérios;
A ação pastoral é edificada conjuntamente por toda a comunidade.
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Iniciação cristã séria que inclua a celebração autêntica dos sacramentos de iniciação;
Fortalecimento da missão, especialmente nos ambientes mais afastados da vida da Igreja; Empenho e trabalho na transformação social; Nova espiritualidade de vida e missão; Necessidade de uma criatividade pastoral que seja de autêntica evangelização. |
A catequese como fonte de toda a práxis libertadora;
O povo de Deus tem como missão transformar a sociedade sendo o evangelho a força libertadora; As comunidades são a base do processo; A Igreja é evangelizadora e evangelizada; Opção preferencial pelos pobres; A liturgia está em conexão com o ideal da libertação. |
Critérios da ação pastoral
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Critério
teântrico;
Critério sacramental.
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Critério teântrico;
Critério sacramental;
Critério de historicidade;
Critério de abertura aos sinais dos tempos;
Critério de universalidade;
Critério de missão.
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Critério teântrico;
Critério sacramental;
Critério de abertura aos sinais dos tempos;Critério de conversão; Critério de universalidade; Critério do diálogo; Critério da encarnação; Critério de missão. |
Critério teântrico;
Critério sacramental;
Critério de abertura aos sinais dos tempos;Critério de conversão; Critério de universalidade; Critério do diálogo; Critério da encarnação; Critério de missão. |
Luís Daniel Mota
sábado, 2 de janeiro de 2016
Modelos e Critérios da Ação Pastoral
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Ação Pastoral - Paróquia do Senhor da Vera Cruz, Candal, Vila Nova de Gaia
"Catequesis Evangelizadora" - Emilio Alberich Sotomayor
Alberich refere a importância de colocar a ação catequética como destaque de um projeto pastoral convicto e com espírito evangelizador. Tendo em conta as circunstâncias atuais da Igreja é necessário redescobrir e reformular a identidade cristã, como missão e como experiência de fé, numa sociedade em transformação. É fundamental os cristãos entenderem a importância da sua missão enquanto pessoas e comunidade.
À luz do Concílio Vaticano II, a Igreja, é "Sacramento Universal de Salvação", tendo como objetivo e tarefa fundamental da sua ação "estar no mundo e para o mundo ao serviço do Reino". O lugar da Igreja no mundo deve ser por excelência de serviço, fraternidade, anúncio e de festa, sendo quatro os sinais evangelizadores ao serviço do Reino e que manifestam a missão da Igreja no mundo: diaconía - a comunidade cristã é chamada a manifestar um novo modo de amar e servir; koinonía - os cristãos devem manifestar um novo modo de conviver e de partilhar, são chamados a anunciar o Reino da fraternidade; martyría - os cristãos devem ser portadores de esperança pelo anúncio de Jesus de Nazaré, que revela o amor do Pai e inaugura a vinda do Reino; liturgia - os cristãos devem anunciar e celebrar o dom da salvação.
O processo de evangelização realiza-se de acordo com etapas que descrevem o dinamismo da ação eclesial, essas etapas são: a ação missionária (dirigi-se aos não crentes e aos que estão religiosamente distantes); a ação catecumenal (atividades de acompanhamento para aqueles que escolhem o caminho da fé); a ação pastoral (ação dedicada para a comunidade eclesial) e a presença e ação no mundo (os cristãos devem estar ao serviço do Reino de Deus no mundo).
A ação eclesial necessita de estar organizada ao nível institucional, no qual pertencem as pessoas, serviços e estruturas que são necessários para o cumprimento da missão da Igreja.
Assim, de forma mais concreta, abordo a ação eclesial na Paróquia do Senhor da Vera Cruz, Candal, Vila Nova de Gaia. Através da consulta do endereço eletrónico da paróquia verifico que é um meio de anúncio, de partilha, de apelo, de oração e de vida. A sua organização vai ao encontro dos sinais evangelizadores e respeita as etapas do processo de evangelização. Exemplo disso são os encontros entre as comunidades da Paróquia do Senhor da Vera Cruz e da Paróquia de Santa Marinha, que têm o mesmo Pároco em comum. Encontros de reflexão, oração, tendo em conta as orientações da Diocese do Porto e encontros de peregrinação. Na sua organização a Paróquia conta com várias estruturas que promovem a ação pastoral, como a catequese, grupo de jovens, o curso bíblico, reflexão de temas dedicados à família, entre outros.
Desta forma, esta paróquia assume a missão "Todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias" (Actos 5, 42).
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
O que distingue a Teologia Prática das outras áreas do saber teológico, no contexto da universidade?
A Teologia Prática contribui na ação cristã na realidade do mundo. É a prática da ação cristã por meio da Igreja no mundo e para o mundo. Ao refletir sobre a Teologia Prática enquanto área do saber teológico, é necessário perceber o conceito de Eclesiologia Existencial e de pastoral.
A Eclesiologia Existencial reflete sobre o dinamismo vital do/no Corpo Místico de Cristo, que nos remete para o carácter comunitário e universal da Igreja. Referir Corpo de Cristo, permite à Igreja tornar-se presente na história, permitindo o diálogo com a cultura, as ciências humanas e outras confissões religiosas, desta forma a Igreja existe e desenvolve a sua ação na realidade contemporânea. A reflexão teológico-pastoral é uma reflexão no âmbito da fé.
A Teologia Pastoral continua a ser objeto de discussão quanto ao seu estatuto científico. A Teologia Pastoral tem como objeto material a vida (pastoral) da comunidade cristã e tem como objeto formal a ação eclesial, aqui e agora, na sua atuação e projetualidade, sob um horizonte hermenêutico da fé. Para melhor clarificar o conceito pastoral utiliza-se três estratos, que são:
- a pastoral fundamental - reflexão sobre a ação em si mesmo, é a consciência do próprio ser;
- a pastoral especial - pastoral numa situação concreta;
- especificidade da Teologia Pastoral.
A Teologia Prática/Pastoral deve estar entre a teoria e a prática, assim a sua reflexão deve apoiar a criação de conceitos teóricos, com base na análise da realidade numa perspectiva teológica. J.-M. Donedani refere que a Teologia Prática como disciplina específica "procura elaborar um pensamento crítico a partir da experiência da fé". Ela é parceira dos outros saberes (ciências humanas), critica positivamente permitindo que estes se desenvolvam.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Cronologia da Teologia Pastoral
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Tempo
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Espaço
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História Universal
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Teologia Geral
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Teologia Prática
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Século
XVIII
1760
1774
1789
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Inglaterra
Europa
Áustria
França
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Revolução
Industrial
Iluminismo
Josefinismo
Absolutismo
Reforma
universitária implantada por Maria Teresa de Áustria
Revolução Francesa
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Unilateralidade
visível e hierárquica da teologia tridentina na sua conceção eclesiológica;
Igreja ao serviço
do poder;
Decadência das
ciências teológicas.
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Nascimento da
Teologia Pastoral;
Os pastores estudam
em exclusivo a teologia pastoral;
Surge como uma arte
e uma técnica;
Pragmática.
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Século
XIX
1844
1871
1869
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Inglaterra
França
Alemanha
Itália
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“A origem das
espécies”, Darwin
Imperialismo Inglês
Escola metódica
Positivismo
Unificação da
Alemanha
Concílio Vaticano I
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Orientação
eclesiológica de A. Graf, na escola de Tubinga;
A teologia é a
autoconsciência científica da Igreja;
Conceitos
românticos da escola de Tubinga – a Igreja é um organismo vivente que se
edifica a si mesma;
“Dei Filius”
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Orientação
bíblico-teológica da escola de Tubinga;
Importância da obra
de J. A. Möhler;
O pastor está ao
serviço da revelação, sendo a Igreja mediação;
Sagrada Escritura
como base da Teologia Pastoral;
Época dos manuais
de pastoral.
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Séculos
XX - XXI
1914
1939
1962
1974
1989
2001
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Mundo
Itália
Portugal
Alemanha
EUA/Mundo
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1ª Guerra Mundial
2ª Guerra Mundial
Guerra Fria
Concílio Vaticano
II
Revolução de Abril
Queda do muro de
Berlim
Terrorismo
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Constituições do
Vaticano II: Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium e Gaudium et
Spes;
Condenação do
Fascismo, Nazismo e Comunismo;
Espirito Ecuménico;
Teologia da
Libertação.
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Renovações
bíblicas, litúrgica e patrística;
K. Rahner teve um
contributo importante na teologia pastoral;
Maior importância
às questões pastorais;
Pastoral de
conjunto;
Igreja diocesana
como unidade pastoral;
Maior intervenção
dos leigos.
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sábado, 24 de outubro de 2015
Síntese da Abordagem Histórica da Teologia Prática
"Teologia Practica. Teoria y Praxis de la Accion Pastoral " - Casiano Floristan.
O artigo de Casiano
Floristan aborda a história da Teologia Prática, onde a divide em nos seguintes
temas:
- A práxis de Jesus
- A ação pastoral da Igreja
primitiva
- A ação pastoral na história da
Igreja
- História da Igreja pastoral
A práxis de Jesus
A práxis de Jesus está
relatada nos evangelhos, estes não são apenas relatos biográficos, são
testemunhos de fé, da práxis pré-pascal e pascal de Jesus. A fé
expressa-se de acordo com as imagens que temos de Jesus Cristo, que é o centro
de toda a ação pastoral, e que nos remete para um pensamento
cristológico.
O povo cristão confessa
a sua fé através imagens iconográficas e representações conceptuais de acordo
com aspetos culturais, afirmações conciliares, sínteses catequéticas, rituais
litúrgicos e livros de devoção.
A ação pastoral após a
Segunda Guerra Mundial manifesta-se por dois modelos: um mais conservador com
uma cristologia pastoral dedutiva que levou a uma Igreja centrada na sua
problemática interna; o outro modelo é mais progressista com cristologias
pastorais genealógicas, sendo estas cristologias mais sensíveis à dimensão
social e política dos relatos evangélicos.
A práxis de Jesus
assenta em modelos de comportamento descritos nos evangelhos, onde Lhe é
aplicado os seguintes títulos: Cristo, Messias, Senhor, Salvador, Filho de
Deus.
Referir que Jesus é o
profeta do reinado de Deus, que Jesus chamou os discípulos para a tarefa de
antecipar a chegada do reinado de Deus e que Jesus atua em consciência de ser
de Deus a quem chama Pai, é uma reflexão sobre as dimensões da práxis de Jesus.
Os milagres, o perdão e
a comunidade da mesa são ações essenciais na práxis de Jesus que
é delineada por três níveis: económico; político; ético-social.
A ação pastoral da Igreja primitiva
A análise no Novo Testamento é fundamental para se conhecer a ação pastoral
da Igreja primitiva, nomeadamente os Actos e as Cartas
apostólicas.
O surgimento da Igreja
primitiva divide-se em três etapas: Jesus de Nazaré (6 a.C. - 30 d.C.);as
comunidades (anos 30 - 70); redação dos escritos (70 - 100 d.C.). O
Cristianismo primitivo desenrolou-se em dois meios culturais, o mundo
helenístico-romano e o mundo da Palestina judaica.
Os textos do Novo
Testamento permitem compreender os critérios pastorais na Igreja primitiva
relativamente: à missão evangélica que está ao serviço da palavra; à
celebração litúrgica e ao serviço sacramental; à comunidade eclesial
e ao serviço de comunhão; aos cristãos na sociedade com serviço de transformação.
A ação pastoral na
história da Igreja
A ação pastoral da
Igreja no decorrer da sua história, nem sempre tem sido coerente com a totalidade do seu
ministério, isto percebe-se pela análise das diversas imagens e conceções: ação
pastoral da Igreja no império romano (séc. II - III), como povo de Deus, a
Igreja recebe a missão de evangelização; época patrística (séc. IV - VII), o
Cristianismo deixa de ser uma religião proibida e passa a ser religião oficial
do estado; época medieval, ação pastoral da Igreja na cristandade (séc. VIII -
XV), época de grandes implicações estatais para a Igreja; época moderna, ação
pastoral da Igreja na Reforma e Contra Reforma (séc. XVI - XVIII),
onde a Igreja deve ser entendida como instituição e instrumento de salvação;
época da Ilustração e do Liberalismo (séc. XVIII - XIX), vive-se um clima de
confrontação com o protestantismo, com uma pastoral da diferenciação, centrada
em defender e preservar os católicos das heresias; primeira metade do séc. XX,
a ação pastoral da Igreja anterior ao Vaticano II, época das renovações
bíblicas, litúrgica e patrística.
História da Igreja
pastoral
Uma
das características mais marcantes da teologia nos últimos anos é
a sua dimensão pastoral e a sua consideração prática, mas este não foi um
percurso fácil.
No ano de 1215 se
decretou a importância da educação do clero no trabalho pastoral. Atribui-se a
Pedro Canisio (1521-1597) a utilização, pela primeira vez, da denominação de
Teologia Prática, mas apenas em 3 de outubro de 1774, se formou a disciplina Teologia
Pastoral, por um real decreto da imperatriz Maria Teresa de Áustria, que
aceita um plano de reforma dos estudos eclesiásticos.
A teologia pastoral
católica passou por diferentes etapas: a primeira de conceção pragmática, não
teológica; a segunda de conceção bíblica e histórico-salvífica; a terceira de
conceção eclesiológica; a quarta de conceção clérical.
K. Rahner foi
fundamental para um novo impulso da teologia pastoral.Com o Concílio Vaticano II
a Teologia Pastoral é considerada uma disciplina rigorosa e autónoma, que tem
como objeto a Igreja.
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